A Verdade dos Fatos

Foto: Thomas Milz

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Em 2001, o programa semanal de Gugu Liberato, “Domingo Legal”, mostrou uma entrevista com supostos membros do PCC (“Primeiro Comando da Capital”, uma das maiores facções criminosas do Estado de São Paulo). Nessa “matéria exclusiva”, os bandidos ameaçavam figuras públicas brasileiras, como políticos e artistas. Pronto! O circo estava armado. Foi o assunto da semana em jornais, revistas e noticiários. Dias depois, a bomba: Os supostos criminosos da entrevista não passavam de atores contratados para se passarem por membros do PCC e, assim, alavancarem o Ibope do programa com uma “exclusiva”.
Este é um dos exemplos da falta de ética jornalística que aconteceram, recentemente, no Brasil. Forjar matérias, inventar fatos e mentir põem em jogo a credibilidade do profissional de imprensa. E o público, que tem acesso a tais informações, é ludibriado a acreditar em noticias que não são verdadeiras.
O jornalista é um profissional que lida com fatos concretos e sua responsabilidade é passar ao público a verdade desses fatos. E quando se diz “a verdade dos fatos”, cabe a esse profissional avaliar bem as conseqüências que essas informações trarão à sociedade.
Mentir para conseguir uma informação importante ou para ter acesso a dados que não teria se se identificasse como jornalista pode ser até moralmente condenável, mas é eticamente aceitável. A mentira passa a ser um problema quando o alvo da fraude do repórter é o público.
O jornalismo é uma espécie de “serviço de utilidade pública”, já que tem a responsabilidade de levar informação à população. Quando essa “informação” não é verdadeira, o jornalista corre o risco de sujar a única coisa que lhe dá credibilidade junto ao seu público: o seu nome.

Em 2001, o programa semanal de Gugu Liberato, “Domingo Legal”, mostrou uma entrevista com supostos membros do PCC (“Primeiro Comando da Capital”, uma das maiores facções criminosas do Estado de São Paulo). Nessa “matéria exclusiva”, os bandidos ameaçavam figuras públicas brasileiras, como políticos e artistas. Pronto! O circo estava armado. Foi o assunto da semana em jornais, revistas e noticiários. Dias depois, a bomba: Os supostos criminosos da entrevista não passavam de atores contratados para se passarem por membros do PCC e, assim, alavancarem o Ibope do programa com uma “exclusiva”.

Este é um dos exemplos da falta de ética jornalística que aconteceram, recentemente, no Brasil. Forjar matérias, inventar fatos e mentir põem em jogo a credibilidade do profissional de imprensa. E o público, que tem acesso a tais informações, é ludibriado a acreditar em noticias que não são verdadeiras.

O jornalista é um profissional que lida com fatos concretos e sua responsabilidade é passar ao público a verdade desses fatos. E quando se diz “a verdade dos fatos”, cabe a esse profissional avaliar bem as conseqüências que essas informações trarão à sociedade.

Mentir para conseguir uma informação importante ou para ter acesso a dados que não teria se se identificasse como jornalista pode ser até moralmente condenável, mas é eticamente aceitável. A mentira passa a ser um problema quando o alvo da fraude do repórter é o público.

O jornalismo é uma espécie de “serviço de utilidade pública”, já que tem a responsabilidade de levar informação à população. Quando essa “informação” não é verdadeira, o jornalista corre o risco de sujar a única coisa que lhe dá credibilidade junto ao seu público: o seu nome.

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