O Sucessor de “In Rainbows”

21/05/2009

Foto: Divulgação

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O quinteto inglês Radiohead anunciou que entrará este mês em estúdio para gravar seu 8º álbum. O sucessor de “In Rainbows” (2007) ainda não tem nome, mas conta com a produção certa de Nigel Godrich, que já trabalhou com artistas como Paul McCartney, Travis, Beck, Gnarls Barkley, Air, Natalie Imbruglia, U2 e R.E.M., além de ter produzido outros discos do Radiohead como “OK Computer” e “Kid A”.

Imagem: Divulgação

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Para quem não se lembra, “In Rainbows” foi lançado, primeiramente, na internet. Os internautas podiam baixar as músicas pelo site da banda e pagar o quanto quisessem (ou não pagar). Em entrevista recente, o guitarrista Ed O’Brien disse que apenas 30% dos brasileiros, que baixaram o disco pelo site, pagaram alguma coisa. O disco alcançou o topo das paradas no Reino Unido, EUA, Canadá, França e Irlanda.

O Radiohead finalizou sua última turnê na América Latina em março deste ano, com shows em Santiago, Buenos Aires, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Verdade dos Fatos

21/05/2009
Foto: Thomas Milz

Foto: Thomas Milz

Em 2001, o programa semanal de Gugu Liberato, “Domingo Legal”, mostrou uma entrevista com supostos membros do PCC (“Primeiro Comando da Capital”, uma das maiores facções criminosas do Estado de São Paulo). Nessa “matéria exclusiva”, os bandidos ameaçavam figuras públicas brasileiras, como políticos e artistas. Pronto! O circo estava armado. Foi o assunto da semana em jornais, revistas e noticiários. Dias depois, a bomba: Os supostos criminosos da entrevista não passavam de atores contratados para se passarem por membros do PCC e, assim, alavancarem o Ibope do programa com uma “exclusiva”.
Este é um dos exemplos da falta de ética jornalística que aconteceram, recentemente, no Brasil. Forjar matérias, inventar fatos e mentir põem em jogo a credibilidade do profissional de imprensa. E o público, que tem acesso a tais informações, é ludibriado a acreditar em noticias que não são verdadeiras.
O jornalista é um profissional que lida com fatos concretos e sua responsabilidade é passar ao público a verdade desses fatos. E quando se diz “a verdade dos fatos”, cabe a esse profissional avaliar bem as conseqüências que essas informações trarão à sociedade.
Mentir para conseguir uma informação importante ou para ter acesso a dados que não teria se se identificasse como jornalista pode ser até moralmente condenável, mas é eticamente aceitável. A mentira passa a ser um problema quando o alvo da fraude do repórter é o público.
O jornalismo é uma espécie de “serviço de utilidade pública”, já que tem a responsabilidade de levar informação à população. Quando essa “informação” não é verdadeira, o jornalista corre o risco de sujar a única coisa que lhe dá credibilidade junto ao seu público: o seu nome.

Em 2001, o programa semanal de Gugu Liberato, “Domingo Legal”, mostrou uma entrevista com supostos membros do PCC (“Primeiro Comando da Capital”, uma das maiores facções criminosas do Estado de São Paulo). Nessa “matéria exclusiva”, os bandidos ameaçavam figuras públicas brasileiras, como políticos e artistas. Pronto! O circo estava armado. Foi o assunto da semana em jornais, revistas e noticiários. Dias depois, a bomba: Os supostos criminosos da entrevista não passavam de atores contratados para se passarem por membros do PCC e, assim, alavancarem o Ibope do programa com uma “exclusiva”.

Este é um dos exemplos da falta de ética jornalística que aconteceram, recentemente, no Brasil. Forjar matérias, inventar fatos e mentir põem em jogo a credibilidade do profissional de imprensa. E o público, que tem acesso a tais informações, é ludibriado a acreditar em noticias que não são verdadeiras.

O jornalista é um profissional que lida com fatos concretos e sua responsabilidade é passar ao público a verdade desses fatos. E quando se diz “a verdade dos fatos”, cabe a esse profissional avaliar bem as conseqüências que essas informações trarão à sociedade.

Mentir para conseguir uma informação importante ou para ter acesso a dados que não teria se se identificasse como jornalista pode ser até moralmente condenável, mas é eticamente aceitável. A mentira passa a ser um problema quando o alvo da fraude do repórter é o público.

O jornalismo é uma espécie de “serviço de utilidade pública”, já que tem a responsabilidade de levar informação à população. Quando essa “informação” não é verdadeira, o jornalista corre o risco de sujar a única coisa que lhe dá credibilidade junto ao seu público: o seu nome.

O Preço de Uma Verdade

21/05/2009
Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Na Escola Secundária Highland Park, o jovem e famoso jornalista Stephen Glass (Hayden Christensen, de “Star Wars: Episódio 3 – A Vingança dos Sith”) dá uma palestra para uma turma de futuros repórteres. Ele, que há sete anos freqüentava as salas de aula daquela mesma escola, agora é reconhecido como um dos mais promissores profissionais de Washington, escrevendo para a revista The New Republic. Laureado por seus colegas de trabalho, o que ninguém suspeita é que o talento criativo e o profissionalismo de Stephen Glass não passam de uma fraude. Pelo menos 27 dos 41 artigos escritos por ele na revista eram parcial ou inteiramente inventados. E toda a farsa é descoberta pelo novo editor da revista, Chuck Lane (Peter Sarsgaard, de “Plano de Vôo”).

Dirigido e escrito pelo roteirista Billy Ray (do excelente “Quebra de Confiança”), o filme “O Preço de Uma Verdade” levanta a discussão: Quanto custa a fama? Será que vale tudo para se conseguir reconhecimento?

O jornalista é um profissional que lida com fatos, e fato é tudo aquilo que pode ser comprovado através dos sentidos. Não suposto, não imaginado, mas comprovado. E no caso de Stephen Glass, ele mesmo atirou uma pedra em seu próprio teto de vidro. Ao escrever um artigo chamado “O Paraíso do Hacker” (“Hacker’s Heaven”), Glass inventa uma história sobre um garoto contratado por uma grande multinacional da área de informática. O artigo é tão curioso, que levanta a suspeita da revista digital Forbes e até do seu novo editor, Chuck Lane. Quando se encontra num beco sem saída, Glass, para tentar manter a fraude, começa a inventar números de telefones e endereços falsos. Mas, nem tudo sai como planejado e a mentira é descoberta, transformando o promissor jornalista, em um farsante.

A ética no jornalismo é um tema muito discutido nos dias de hoje e que deve sempre ser respeitada, pois é ela quem dá ao jornalista o que ele mais ambiciona junto ao seu público: a credibilidade.

“O Preço de Uma Verdade” recebeu quatro indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de melhor filme, melhor ator coadjuvante (Peter Sarsgaard), melhor roteiro e melhor fotografia.

- Ficha Técnica:

Título: O Preço de Uma Verdade
Título Original: Shattered Glass
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2003
Site Oficial: www.shatteredglassmovie.com
Direção: Billy Ray
Roteiro: Billy Ray, baseado em artigo de Buzz Bissinger.

- Elenco:

Hayden Christensen (Stephen Glass)
Peter Sarsgaard (Charles Lane)
Chloë Sevigny (Caitlin Avey)
Rosario Dawson (Andy Fox)
Hank Azaria (Michael Kelly)
Steve Zahn (Adam Penenberg)

Meu primeiro lead – baseado em conto de Nelson Rodrigues

09/05/2009
Foto: Internet

Foto: Internet

O agiota carioca Godofredo Peixoto, de 50 anos, suicidou-se com um tiro na boca, na noite de ontem. Acredita-se que seu genro, Dagoberto Noronha, estava pensando em se divorciar de sua filha, Iracema Peixoto, e Godofredo teria se matado para tentar evitar a separação. O fato aconteceu no Clube dos Democráticos, casa de samba localizada na Lapa, Zona Sul do Rio de Janeiro. A polícia investiga o caso.

Penélope(s)

09/05/2009
Imagem: John William Waterhouse

Imagem: John William Waterhouse

Na mitologia grega, Ícaro, pai de Penélope, tinha o desejo de voar. Dominar a habilidade dos pássaros; ter o poder que os deuses não deram a nenhum homem. E Ícaro, desafiando a natureza, aprendeu e voou. Voou imponente e poderoso como uma águia. Sobrevoando mares e montanhas. Foi avisado de seu erro, mas ignorou. Voou tão alto, que o sol derreteu a cera de suas asas, e ele despencou para a morte. Sobre o oceano gelado, apenas suas asas.

Na vida real, Kleber, pai de Penélope, teve o mesmo sonho… Voar. Voou imponente e poderoso sobre a cidade; ultrapassando prédios e edifícios. Foi avisado de seu erro, mas também o ignorou. E como Ícaro, despencou. Sobre o asfalto quente, metal retorcido.

Foto: Rede Globo

Foto: Rede Globo

E durante a queda, ambos sabiam que uma das maiores fragilidades do homem é desafiar o que não lhe é permitido.

E será esse o destino de toda Penélope? Ter um pai que desafia a gravidade, que transgride a natureza, que não se contenta em ser apenas humano e acredita ser um anjo?

Ambos entraram para a história, um como sonhador… O outro, como lunático.

Via Campesina protesta contra falta de recursos para agricultura familiar

09/05/2009
Foto: UOL

Foto: UOL

No dia 09 de março deste ano, um grupo de mulheres sem-terra invadiu o prédio do Ministério da Agricultura em Brasília, num protesto contra a falta de recursos para a agricultura familiar.

De acordo com a coordenadora do movimento Via Campesina, Rosângela Cordeiro, o dinheiro público destinado ao Ministério da Agricultura deveria ser usado na produção de alimentos, e não investido em transnacionais e no agronegócio. Em outros sete estados, como Pará, Alagoas, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, os protestos geraram prejuízos de mais de R$ 2 milhões.

Segundo o ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, esses protestos não têm propósito, já que existem programas específicos para a agricultura familiar e para o desenvolvimento agrário.

Protestos violentos, como esse da Via Campesina e de outros grupos sem-terra, só aumentam os atritos entre os movimentos manifestantes e o governo, pois a partir do momento em que fazendas são invadidas e plantações destruídas, causando prejuízos, a reivindicação perde o foco e o protesto não surte efeito, já que, com violência, não há argumentação.

Em compensação, muitos protestos pacíficos, como caminhadas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) à Brasília, já foram organizados e, aparentemente, não surtiram efeito. Se há, realmente, recursos destinados à agricultura familiar e ao desenvolvimento agrário, eles não devem ser suficientes, provocando, assim, tantas manifestações extremas.

[matéria escrita em março de 2009]

O Clube da Mulher Madura

09/05/2009
Foto: Ministério da Saúde

Foto: Ministério da Saúde

Todo carnaval, o Ministério da Saúde promove uma campanha de prevenção à AIDS e às DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Essas campanhas, que vira e mexe você vê na televisão ou nos pontos de ônibus da sua cidade, incentivam os jovens a usarem camisinha nos dias de folia.

Mas, percebendo que o número de casos de AIDS e DST estava aumentando em mulheres com mais de 50 anos, o Ministério da Saúde resolveu mudar o foco em 2009 e lançou “O Clube da Mulher Madura”, incentivando o uso de camisinha às senhoras que também gostam de aproveitar o carnaval.

Em todo o Brasil, panfletos informativos serão distribuídos alertando sobre o perigo de doenças e até camisinhas serão fornecidas gratuitamente em blocos carnavalescos.

Mas, é sempre importante lembrar que não são só as senhoras, mas todo mundo que deve se prevenir no carnaval e durante o ano todo.

[matéria escrita  em fevereiro de 2009]

O suposto ataque da brasileira Paula Oliveira em Zurique, na Suíça

09/05/2009
Foto: abril.com

Foto: abril.com

Recentemente, jornais de todo o mundo têm noticiado o caso da brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, grávida de gêmeas, que ao sair de uma estação de metrô em Zurique, na Suíça, teria sido atacada por um grupo neonazista.

De acordo com a versão da brasileira, além de ter sido agredida, ela teve o seu corpo marcado com um estilete. Entre os cortes, está o símbolo SVP, que são as iniciais de um dos maiores partidos políticos da Suíça, que apóia a expulsão de imigrantes do país. Com a violência, ela teria abortado as gêmeas de 3 meses de gestação.

Mas a polícia suíça contesta a versão de Paula. Segundo eles, a brasileira sofre de problemas mentais, teria se auto-flagelado e mentiu a respeito de estar grávida.

A família de Paula Oliveira afirma que ela estava grávida e é mentalmente saudável.

As autoridades suíças ainda não chegaram a nenhuma conclusão definitiva, mas fica no ar a questão: a Suíça, um país tão conhecido por ser diplomático e pacífico, terá sua imagem “manchada” por um fato tão bárbaro e violento como esse?

[matéria escrita em fevereiro de 2009]

A Guerra dos Mundos

09/05/2009
Foto: Internet

Foto: Internet

Outubro de 1938. Um radialista americano está transmitindo o seu programa quando, de repente, ele anuncia que a Terra está sendo invadida por um exército de Marte. Parte dos terráqueos estão sendo desintegrados por poderosos raios carbonizadores e máquinas assassinas.

É claro que milhares de pessoas, que estavam ouvindo a transmissão, se desesperaram. Pelas ondas do rádio, ouvia-se a narração detalhada de um repórter e de um cientista que acompanhavam ao vivo o ataque alienígena. O pânico foi geral: linhas telefônicas congestionadas, pessoas procurando um lugar seguro para se abrigar, armando-se até os dentes…

Quando todos estavam preparados para o que seria o fim do mundo, chega a verdade: tudo não passava de uma brincadeira de Halloween. Um grupo de teatro, liderado pelo jovem ator Orson Welles, dramatizou “A Guerra dos Mundos” de H. G. Wells, ao vivo. A transmissão atingiu mais de 6 milhões de ouvintes. A dramatização foi tão “real”, que mais de um milhão de pessoas acreditaram que os marcianos estavam invadindo a Terra.

Estava feita a fama de Orson Welles. Capa de revistas e jornais, todos queriam saber quem era a mente brilhante por trás da brincadeira.

Apenas 3 anos depois do episódio radiofônico de “A Guerra dos Mundos”, Orson Welles foi responsável pelo que é considerado, por muitos, como o melhor filme de todos os tempos: “Cidadão Kane”.

Welles morreu em outubro de 1985 com um Oscar de melhor roteirista e a fama de ter feito a “travessura” de Halloween mais real da história.

Dilemas Éticos no Jornalismo

09/05/2009

1 – Um repórter mente e suborna fontes para obter informações de interesse público às quais não teria acesso se se identificasse como jornalista.

Moralmente, a mentira é vista como uma qualidade ruim ou uma falta de virtude. Mas pelo ponto de vista ético, mentir pode ser necessário. Depende sempre do caso.

Notícias como o escândalo do mensalão ou o envolvimento de policiais cariocas com facções criminosas só puderam ser reveladas por causa de câmeras escondidas e identidades não reveladas. Ou seja, mentiras.

O fato de mentir não é um ato condenável. Mas o porquê dessa mentira é que deve ser analisado e julgado. Às vezes, para se chegar à verdade, é preciso mentir.

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2 – O jornalista deve publicar uma reportagem mesmo sabendo que ela pode prejudicar as pessoas?

Soltar uma notícia e essa notícia prejudicar alguém é uma conseqüência. E como toda conseqüência, deve ser levada em consideração.

Que importância essa matéria tem para a população? Quem serão as pessoas prejudicadas? Ocultar essa informação pode, também, ser prejudicial?

O bom senso do jornalista é que irá prevalecer. Ele é quem deve ponderar e perceber quais serão as conseqüências de seus atos.

Da mesma maneira que a mentira é moralmente reprovável, omição também é. Mas do ponto de vista ético, omitir, dependendo do caso, pode ser uma opção.


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